Quinta-feira, Junho 11, 2009

Épico!


Tal como disse André Lima, no flash interview deste jogo, esta vitória demonstra a fibra deste grupo. Uma equipa que pode perder ou ganhar - afinal, o Desporto é mesmo assim -, mas o espírito de Campeão está lá sempre. Foram vários, os condicionantes do jogo, desde um palco tradicionalmente difícil, a uma grave lesão de Pedrinho que desiquilibra emocionalmente qualquer colega, passando por uma arbitragem deplorável e um score inicial quase irrecuperável. Tudo decidido com 0-3? Nada disso! Uma recuperação fantástica, que as palavras se tornam menores para descrever. Futsal Benfica é isto mesmo. Está aí tudo, no resumo acima.

Ficha do Jogo:

Meias-Finais do Campeonato FutSagres 2008/09, Jogo 1

Pavilhão do Choradinho, em Perafita

Árbitros: Luís Marques e Nuno Bogalho (AF Coimbra)

AR FREIXIEIRO: Piu; Ivan, Ricardo, Nené e Cardinal.
Jogaram ainda: Rui Rocha, Paulinho e André Gomes.
Treinador: Joaquim Brito.

SL BENFICA: Zé Carlos; Pedro Costa, Zé Maria, Ricardinho e César Paulo.
Jogaram ainda: Pedrinho, Rogério Vilela, Gonçalo Alves, João Marçal e David.
Treinador: André Lima.

Disciplina: Amarelos a David, Cardinal, Nené e André Gomes; Vermelho, por acumulação de amarelos, a Cardinal.

Golos: 1-0, Ricardo (6 m); 2-0, André Gomes (10 m); 3-0, Nené (15 m); 3-1, Ricardinho (16 m); 4-1, Cardinal (17 m); 4-2, Ricardinho (18 m); 4-3, Rogério Vilela (23 m); 4-4, Ricardinho (36 m); 4-5, Pedro Costa (41 m); 5-5, Cardinal (43 m).

No desempate por penaltys, César Paulo permitiu a defesa a Piu. Ivan marcou, Ricardinho também, tal como Ricardo e Pedro Costa. Zé Carlos defendeu o remate de Paulinho, e David colocou o Benfica na frente. André Gomes, Gonçalo Alves e Nené concretizaram todos e terminaram a série com um empate. João Marçal abriu a segunda série com vantagem para o Benfica, e Miguel Mota falhou o remate decisivo, permitindo a defesa a Zé Carlos, que deu o triunfo ao Bi-Campeão.

Etiquetas:




Domingo, Maio 31, 2009

Classe de Campeão!


Vagos acolheu a 1ª Final da Taça sem Final Four, medida muito discutível da FPF mas que não impediu que o Pavilhão Municipal esgotasse, maioritariamente preenchido pela massa afecta ao Bi-Campeão Nacional. Culminando um percurso verdadeiramente impressionante, onde se destacam as eliminações de Mogadouro, Sporting e Fundão nos seus terrenos, bem como a extraordinária performance caseira frente à, até então, líder do Campeonato FutSagres Fundação Jorge Antunes, o Benfica acabou por vencer a 4ª Taça de Portugal do seu historial, derrotando inapelavelmente aquela que já é uma das grandes equipas do Futsal Português. Um triunfo suado, de raça, e também de classe, as reconhecidas imagens de marca desta secção de verdadeiros Campeões.

Expulsões mudaram tudo

André Lima preparou a equipa para tentar o seu primeiro troféu como técnico, e logo perante o conjunto do seu antigo treinador Alípio Matos. O Benfica apresentou-se frente ao Belenenses com um 5 inicial onde Ricardinho e Zé Maria estiveram incluídos, relegando os habituais titulares Pedrinho e Rogério Vilela para a rotação. É acertado dizer-se que esta acabou por ser uma Final bastante táctica, com pouca emoção e um número reduzido de oportunidades de golo. Aos 7 minutos, o Benfica parecia sofrer um revês que poderia colocar a conquista em causa. Bebé, num lance infeliz, toca a bola com o braço uns centímetros fora da área e é bem expulso, ficando a equipa encarnada reduzida a 3 elementos de campo. Foram dois minutos de grande sofrimento defensivo, onde Zé Carlos acaba por ter uma preponderância fantástica.

A Final de Zé Carlos

O veterano guardião encarnado, presente em todas as conquistas desta secção, segurou o nulo com valentia, perante um Belenenses que cresceu bastante após o referido vermelho directo. Arnaldo Pereira, numa recuperação de bola que dá um 2 para 1 com Pedro Costa, tem o melhor lance dos Bi-Campeões, até que tudo volta a mudar com o intervalo muito próximo. Marcelinho reage mal a um corte fantástico de Gonçalo Alves e agride o #9, estando a sua equipa tapada de faltas. Vermelho directo e livre de 10 metros, lance superiormente convertido por Ricardinho. O Benfica saía para o descanço com uma vantagem deveras importante, e que premiava a sua abnegação colectiva.

Entrar e Resolver

Esperava-se muito movimento após o reatamento, mas as coisas tornaram-se demasiado simples quando César Paulo aumenta o score, após um trabalho de pés à pivot que fica nos anais das Finais da Taça. 0-2 para o Benfica, 23 minutos de jogo. Alípio Matos resolveu adiantar Marcão mas o guardião azul não esteve nos seus dias, e até acabou por ser algo mal batido corriam 33 minutos de jogo. Livre estudado entre Ricardinho e Zé Maria, com o segundo a estoirar rasteiro ao meio da baliza para o 0-3. Tudo decidido pois então, mesmo com o Belenenses a responder com um adiantamento na quadra como nunca o tinha feito até aí. O 0-4 surgiu naturalmente, já contra um 5x4 demasiado estático e atabalhoado, e é Rogério Vilela o seu autor. Um pontapé de muito longe diga-se, a fazer um golo de grande espectáculo. O Belenenses ainda conseguiu reduzir o marcador, num lance que nada significou, nem para a exibição do Benfica, e muito menos para a grande prestação defensiva de Pedro Costa.

Um Benfica à André Lima

Para além de uma palavra de apreço para o grande apoio do público benfiquista no Pavilhão, será impossível passar ao lado daquilo que significa esta conquista. Um Benfica vencedor com André Lima ao comando é algo próximo da perfeição, um misto de vitórias e classe, emolduradas em mística. É tudo aquilo que aproxima ainda mais os benfiquistas desta modalidade, verdadeiro bastião do benfiquismo a sério. Espera-se, portanto, que este seja o primeiro passo para uma renovação sustentada, tão injustamente criticada no início da temporada. Mas o Futsal Benfica não pára, no próximo Sábado segue-se o Freixieiro no Choradinho para as Meias-Finais do Campeonato FutSagres. Uma eliminatória que poderá significar algo de verdadeiramente histórico nesta temporada 2008/09. E depois venham ao Pavilhão da Luz, não se irão arrepender.

Ficha do Jogo:

Final da Taça Portugal de Futsal 2008/09

Pavilhão Municipal de Vagos Dr. João Rocha, em Vagos

Árbitros: Francisco Parrinha (AF Lisboa) e Eduardo Coelho (AF Aveiro)

CF BELENENSES: Marcão; Paulo Henrique, Paulinho, Marcelinho e Diego Sol.
Jogaram ainda: Renato Cabeças, Caio Japa, Pedro Cary, Miguel Almeida, Jardel, Drula e Marco Mateus.
Treinador: Alípio Matos.

SL BENFICA: Bebé; Pedro Costa, Zé Maria, Ricardinho e Arnaldo Pereira.
Jogaram ainda: Zé Carlos, Pedrinho, Rogério Vilela, Gonçalo Alves, César Paulo, João Marçal e Anilton.
Treinador: André Lima.

Disciplina: Amarelos a Ricardinho (3 m), Drula (13 m), César Paulo (13 m), Rogério Vilela (22 m), Paulinho (31 m) e Miguel Almeida (35 m). Vermelhos a Bebé (7 m) e Marcelinho (17 m).

Golos: 0-1, Ricardinho (18 m); 0-2, César Paulo (23 m); 0-3, Zé Maria (33 m); 0-4, Rogério Vilela (36 m); 1-4, Pedro Costa (39 m, na p.b.).

#Fotos: Site Oficial

Etiquetas:




Domingo, Maio 17, 2009

Entrar com o Pé Direito!



Instituto e Benfica, posicionados em limites opostos no apuramento para o Playoff, iniciaram a ronda decisiva defrontando-se no Louriçal, perante um pavilhão completamente lotado. O primeiro jogo deste ramo dos quartos-final do Campeonato FutSagres não foi um grande espectáculo, e nem sequer teve a emoção e a qualidade do desafio disputado na Fase Regular (3-2 para o Instituto). O Benfica começou apático e demasiado na expectativa, situação que o adversário explorou e conseguiu materializar em golo. E sem surpresa, diga-se. André Sousa, o estupendo jovem keeper internacional português, subiu na quadra, situação que fez muitas vezes ao longo dos 40 minutos, e aproveitou alguma passividade da defensiva encarnada para estoirar de 15 metros, fazendo aquele que seria o golo mais bonito do desafio.

André Lima mexe bem na Equipa

Ricardinho até já tinha entrado na quadra antes do 1-0, aprimorando o jogo encarnado de forma visível, mas foi a incorporação de César Paulo que alterou por completo o rumo da partida. O pivot brasileiro demonstrou que continua a evoluir fisicamente e acabou por ser decisivo quer no pressing alto, quer no contra-ataque em resposta a bolas lançadas em profundidade. O empate surgiu apenas alguns minutos depois e vem na sequência de um contra-ataque rápido definido por Ricardinho, com o #10 a assistir Arnaldo de forma primorosa, para uma finalização na passada de pé direito do Expresso, à saída de André Sousa.

César Paulo foi ganhando faltas perigosas perto da baliza do Instituto, algumas delas por assinalar, e foi precisamente num livre a castigar uma falta sobre si cometida que o Bi-Campeão se adiantou no marcador. João Marçal estreou-se na quadra para a jogada estudada e quando toda a gente pensava que o #21 iria assistir Ricardinho para o estoiro de pé esquerdo do Mágico, o #10 recebe e faz um passe frontal para o lado contrário, onde Rogério Vilela, de pé direito, fuzila um impotente André Sousa. Um grande golo de laboratório… e justiça no placard. A vencer, o Benfica não reduziu esforços, mas digamos que a grande desilusão da tarde acabou por ser o Instituto, uma equipa que acusa alguma veterania e que está, portanto, bastante longe daquilo que já mostrou esta temporada.

André Sousa vs Bebé

Zé Maria, num remate de longe que sofre um ressalto traiçoeiro em Arnaldo, fez o terceiro do Benfica, sentenciando a primeira parte e dando a sensação que seria muito difícil o vencedor do jogo ser outro que não aquele que já liderava. A segunda-parte, claro está, resume-se facilmente. O Benfica geriu o resultado sem nunca perder o controlo do jogo, defendendo de forma exemplar e fazendo o adversário "correr" à procura da bola sempre que em posse. André Sousa, precisamente naquelas subidas na quadra mencionadas no início do texto, acabou por ser o "motor" do conjunto do Louriçal, e até testou a pontaria algumas vezes. Aí, o destaque vai todo para uma mão cheia de grandes defesas de Bebé. Curioso como o jogo quase se transformou num mano-a-mano entre estes dois valorosos atletas.

Mesmo jogando em gestão de esforços, deixando a iniciativa de jogo para o Instituto, o que é certo é que as melhores oportunidades de golo até acabaram por ser do Benfica. E Ricardinho esteve em todas. Muito apupado, como é hábito no Louriçal, o Mágico deixou o aviso acertando no poste, já quando o Instituto jogava no 5x4 com um jogador de campo – o que acaba por não se perceber muito bem, pois o próprio André Sousa estava a fazer, e bem, o lugar. No contra-ataque seguinte, há mesmo golo. A jogada e a assistência é de Ricardinho, mas a concretização é de Leandro na própria baliza. Arnaldo preparava-se para finalizar mas o pivot brasileiro antecipou-se e fez o 1-4 final. Resultado justo, talvez demasiado avolumado para os acontecimentos do jogo, mas que deixa o Benfica a um pequeno passo das Meias-Finais da prova. O segundo jogo é já no próximo Sábado, no Pavilhão #2 da Luz. Arbitragem regular, sem infuência.

Ficha do Jogo:

Quartos-Final do Playoff do Campeonato FutSagres 2008/09, Jogo 1

Pavilhão do Instituto D. João V, no Louriçal

Árbitros: Eduardo Coelho e Leandro Costa (AF Aveiro)

INSTITUTO D. JOÃO V: André Sousa; João Castro, Andrézinho, Nino e Valter.
Jogaram ainda: Mica, Miguel Silva, Ruizinho, Batalha, Roger e Leandro.
Treinador: Nuno Dias.

SL BENFICA: Bebé; Pedro Costa, Zé Maria, Pedrinho e Arnaldo Pereira.
Jogaram ainda: Ricardinho, Rogério Vilela, César Paulo e João Marçal.
Treinador: André Lima.

Disciplina: Amarelos a Miguel Silva e Batalha.

Golos: 1-0, André Sousa (9 m); 1-1, Arnaldo (12 m); 1-2, Rogério Vilela (16 m); 1-3, Zé Maria (19 m); 1-4, Leandro (37 m, na p.b.).

Etiquetas:




Sábado, Maio 02, 2009

Crónica 27ª Jornada - Dá Para Acabar Já?!

Bem me parecia que perder pontos com o Marítimo poderia tornar trágica a deslocação à Choupana. Escrevi-o na altura porque já esperava um desaire com este compacto, e muito interessante, Nacional da Madeira. Uma equipa com menos fama, mas semelhante proveito ao Super-Braga de que todos falam. Sejamos honestos, o Benfica vai ter de suar bastante para não repetir a classificação da temporada passada, e este jogo voltou a prová-lo. É a tal estabilidade tão pretendida por alguns, que tanto jeito tem dado a outros. É trágico! O Benfica continua num beco sem saída. Confesso que este Benfica do habitual 3º lugar, quando não é pior, já me diz pouco. Já não consigo ficar fulo com este constante vilipendiar do clube que Cosme Damião fundou. É o hábito... já não custa nada.

Hoje, até porque estava a "ressacar" da épica maravilha que vi no Santiago Bernabéu, fez pouco sentido voltar perder-me nesta miséria queirosiana – não confundir com o actual Seleccionador Nacional, apesar do termo também poder ser aplicado aí – que é este Benfica e este Futebol Português deprimentes. Se o resultado da 27ª jornada, e se mais uma época patética ao comando desta Direcção, não servirem para mais nada, que ao menos sirvam para que a massa adepta reflicta seriamente no futuro que quer, realmente, para o clube que gosta. Quanto a mim, já deu para ver que não é por aqui. Ao contrário do que a máquina propagandista vem vociferando, está provado que não é este o caminho certo. E não dá para meter, já, o Nuno Gomes no Departamento de Marketing? Por amor de Deus.

NDR: Com Messi e Henry até parece batota.

Ficha do Jogo:

27ª Jornada da Liga Sagres 2008/09

Estádio da Madeira, no Funchal

Árbitro: Jorge Sousa (AF Porto)

CD NACIONAL MADEIRA: Bracalli; Patacas, Felipe Lopes, Maicon e Alonso; Cléber, Luís Alberto, Leandro Salino e Rúben Micael (João Aurélio, 77 m); Mateus (Fabiano, 86 m) e Nené (Miguel Fidalgo, 89 m).
Treinador: Manuel Machado.

SL BENFICA: Quim; Maxi Pereira, Miguel Vítor, Sidnei e David Luiz; Rúben Amorim, Katsouranis (Di María, 55 m), Carlos Martins (Hassan Yebda, 79 m) e José Antonio Reyes; Nuno Gomes (Urreta, 82 m) e Óscar Cardozo.
Treinador: Quique Flores.

Disciplina: Amarelos a Leandro Salino (61 m), Carlos Martins (70 m) e Miguel Vítor (86 m).

Golos: 1-0, Nené (57 m); 2-0, Rúben Micael (64 m); 2-1, Reyes (68 m); 3-1, Miguel Fidalgo (90+3 m).




Terça-feira, Abril 28, 2009

Crónica 26ª Jornada - Sempre de Coração na Boca!

Sejamos claros, já pouco se espera deste Benfica 2008/09. Ainda assim, a equipa até voltou a responder bem nesta jornada, impondo-se de forma surpreendentemente vigorosa perante um Marítimo com uma equipa de bom plano. Óscar Cardoso volta a reafirmar como absurda, a opção sistemática de Quique Flores em mantê-lo longe do 11 inicial durante maior parte da temporada. O paraguaio tem um estilo de jogo desengonçado e trapalhão, mas normalmente "metê-as lá dentro". Não é isso que se pretende num ponta-de-lança? Sempre gostei imenso do futebol de David Suazo, já dos tempos do Cagliari, mas cedo se percebeu que o Benfica funcionaria muito melhor com uma dupla de strikers, ao invés do sensaborão Pablo Aimar + David Suazo no qual o treinador espanhol foi insistindo. Para quê? Agora que já está tudo perdido, é que o óbvio se evidencia?

Como em quase todos os desafios desta temporada, bastou um forte ameaço do adversário e a estrutura encarnada ruiu por completo, com os dois golos verde-rubros a poderem transformar-se em três, voltando a ser bem real o espectro de um mau resultado caseiro na Luz. A importância desta vitória suada revela-se fundamental na luta onde o Benfica está envolvido, o 3º lugar, visto que na próxima jornada há um confronto com o desafiante, o Nacional da Madeira. Perder pontos poderia tornar problemático, e talvez até dramático, o confronto na Choupana. Para além dos golos do #7 do Benfica, o destaque vai inteirinho para Maxi Pereira, autor de nova performance individual de alto nível. Verdadeiramente confrangedor esteve Pablo Aimar, a revelar-se, cada vez mais, o grande flop de 2008/09. Mais um jogo ausente de campo, mais uma lesão muscular de seguida.

NDR: Simão Sabrosa, pois claro. Já não surpreendo nada, não é? Mais um golo, desta vez com duplo amarelo à mistura. Livrou-se disto a tempo, hein?

Ficha do Jogo:

26ª Jornada da Liga Sagres 2008/09

Estádio da Luz, em Lisboa

Árbitro: Rui Costa (AF Porto)

SL BENFICA: Quim; Maxi Pereira, Sidnei, Miguel Vítor e David Luiz; José Antonio Reyes (Hassan Yebda, 85 m), Carlos Martins (Katsouranis, 61 m), Rúben Amorim e Pablo Aimar (Di María, ao int.); Nuno Gomes e Óscar Cardozo.
Treinador: Quique Flores.

CS MARÍTIMO: Marcos; Briguel (João Luiz, 75 m), Van der Linden, João Guilherme e Luís Olim (Taka, 83 m); Paulo Jorge, Bruno, Olberdam, Marcinho e Manú (Djalma, ao int.); Baba.
Treinador: Carlos Carvalhal.

Disciplina: Amarelos a Miguel Vítor (43 m), Ruben Amorim (66 m), Di María (77 m), Paulo Jorge (82 m), Katsouranis (90 m) e Quim (90+2 m).

Golos: 1-0, David Luiz (29 m); 2-0, Cardozo (35 m); 3-0, Cardozo (38 m); 3-1, Marcinho (44 m); 3-2, Bruno (61 m, de g.p.).

#Fotos: Reuters



Terça-feira, Abril 21, 2009

Crónica 25ª Jornada - Cumprir Calendário!

Como a minha desmotivação para com "este" Benfica está no expoente máximo, não vos poderei falar deste jogo, já que não vi a partida. Folgo em saber do resultado e já vi que a dupla da frente repartiu quatro golos. Peço desculpa por ser um bocadinho maldoso mas o actual capitão do Benfica dá a sensação de só marcar quando os resultados já não interessam para nada. Este confronto com o Setúbal faz-me lembrar o desafio na Madeira de há uns meses, onde uma goleada ao Marítimo escondeu muitas fragilidades colectivas. Mas nem vou entrar por aí. Parece-me improvável que a posição do Benfica se altere até final da temporada, também porque Braga e Nacional perderam pontos que poderiam ser importantes numa luta com a equipa encarnada, e, como tal, o resto da Liga será apenas o cumprir de um calendário que se irá tornar enfadonho e triste para a maioria de nós.

O próprio Campeão está mais ou menos encontrado, e é o mesmo que nos habituamos a ver, a não ser que o Sporting mostre uma estaleca que não se tem visto. Não acredito, como muitos já não acreditarão. Por mim isto acabava já. Verdadeiramente curioso é observar o comportamento da Comunicação Social lusa, em matéria de benefícios de arbitragem. Posso ser apenas eu, mas tenho ideia que as situações são abordadas de forma diferente. Ora vejamos, uma situação que beneficia o Benfica é explorada como se rebentasse a III Guerra Mundial no Refúgio Aboim Ascensão, enquanto que se for o primeiro classificado, no pasa nada. Fica a dúvida se é uma questão de hábito, e isso já considero natural tendo em conta o que conhecemos há 25 anos, ou se há mesmo interesses instalados. Provavelmente é um misto. O Domingos, desta vez, não estava a olhar para o chão.

NDR: Simão Sabrosa continua em grande forma, ao contrário da equipa onde actua. Dois golos nas duas últimas jornadas, um deles o 4000º da sua equipa na Liga Espanhola, a contribuirem para duas vitórias do Atlético Madrid.

Ficha do Jogo:

25ª Jornada da Liga Sagres 2008/09

Estádio do Bonfim, em Setúbal

Árbitro: Artur Soares Dias (AF Porto)

VITÓRIA FC SETÚBAL: Kieszek; Janício, Robson, Auri e Jean Michel; Hugo (Brigues, ao int.), Elias (Moisés, 36 m), Ricardo Chaves e Paulo Regula (Laionel, 76 m); Leandro Lima e Bruno Gama.
Treinador: Carlos Cardoso.

SL BENFICA: Quim; Maxi Pereira, Sidnei, Miguel Vítor e David Luiz; José Antonio Reyes (Di María, 57 m), Carlos Martins (Katsouranis, 72 m), Rúben Amorim e Pablo Aimar (Urreta, 75 m); Nuno Gomes e Óscar Cardozo.
Treinador: Quique Flores.

Disciplina: Amarelo a Elias (34 m) e Rúben Amorim (38 m).

Golos: 0-1, Nuno Gomes (26 m); 0-2, Cardozo (28 m); 0-3, Cardozo (45 +1 m); 0-4, Nuno Gomes (70 m).


#Fotos: Reuters



Domingo, Abril 19, 2009

Sorte é Trabalho!


A recente renovação de contrato de Ricardinho espevitou o "bichinho" benfiquista do Futsal e o Pavilhão #2 da Luz, habitual casa do Benfica, esteve muito perto de esgotar. Recepção complicadíssima ao melhor classificado das equipas não-profissionais, situação que se confirmou até que, a dois minutos do final, Arnaldo, de baliza deserta, deu uma vantagem de 2 golos ao Bi-Campeão. A partida começou diabólica, logo com um golo de Pedrinho nos primeiros segundos, aproveitando uma reposição lateral de Pedro Costa (1 m). Houve, ainda, mais umas 3 ou 4 oportunidades claras para aumentar o score nos primeiros minutos. Arnaldo esteve em grande destaque. O Alpendorada, alicerçado no ex-benfiquista Côco e em Emerson, especialmente este último, soube amaciar a controlo caseiro e foi equilibrando a contenda, começando a dominar na quadra sensivelmente a meio da primeira parte. O empate, mediante o que se via até aí, não surpreendeu. Foi precisamente Emerson, o autor da igualdade. Bonito tento, em colocação, que coroou a sua magnífica performance individual (9 m).

Ricardinho Decisivo

O Benfica reagiu quase de imediato, sem nunca esmorecer, e é Ricardinho que, após grande trabalho individual de Pedro Costa, estoira rasteiro de fora da área para nova vantagem (11 m). Um grande golo do #10 do Benfica. Parecia, portanto, que o Benfica assumiria as despesas de jogo e iria partir para um resto de primeira-parte tranquilo. Nada mais errado. Houve algum relaxamento caseiro e foi o Alpendorada que, com frescura física e um toque de bola verdadeiramente impressionantes, esteve mais próximo do empate, do que o Benfica do terceiro. Os visitantes apareceram perante Bebé algumas vezes – num lance é Lipa que, isolado, falha a igualdade após um passe assombroso de Côco a "rasgar" toda a equipa do Benfica –, mas a finalização saiu sempre desastrada. O poste ajudou numa situação. Noutras, várias, foi Bebé a resolver. É verdade que o excessivo número de faltas também complicou a tarefa da equipa da casa. Quase dez minutos com 4 faltas, sendo a 5ª a sensivelmente quatro minutos do final.

Inícios Diabólicos

Tal como no início do jogo, o Benfica voltou a entrar a massacrar logo após o descanso. Sucederam-se várias oportunidades de golo em jogadas de combinação. Zé Maria, Ricardinho e Arnaldo acertaram na madeira. Gonçalo Alves e Ricardinho falharam o encosto vitorioso a 2/3 metros de Alex. E assim, foi com alguma injustiça que o 2-1 se foi prolongando até aos minutos finais. Situação que o Alpendorada conseguiu aproveitar para voltar a assumir as despesas de jogo e criar muito perigo na quadra. Demasiados passes falhados foram retirando qualidade ao futsal praticado, embora a emoção estivesse sempre presente devido à incerteza no vencedor. Os nervos começaram a estar bem patentes nos atletas do Benfica, especialmente devido à boa réplica do adversário, e, quando as coisas pareciam complicar-se irremediavelmente, José Vasconcelos, com a ânsia de querer o empate, terá cometido o erro de apostar no 5x4.

Será fácil a crítica depois dos factos mas a opção não se justificava, até porque a sua equipa estava a dominar claramente, e só Bebé estava a conseguir parar os ataques dos nortenhos. Foi precisamente na primeira jogada com Vítor Amorim como guarda-redes avançado que o Benfica fez o golo da tranquilidade. Arnaldo aproveitou um passe errado e, com muita frieza e categoria, fez o referido 3-1 (38 m). A vitória estava, portanto, garantida. A equipa encarnada descomprimiu, soltou-se, e voltou a mostrar aquela alegria pelo jogo que tão bem conhecemos. O Alpendorada, por outro lado, baixou os braços, esperando apenas pelo apito final, já com a certeza que sairia derrotado. Até final, Ricardinho imitou Arnaldo e fez o 4-1 (39 m), enquanto que o próprio Arnaldo bisou e fez o 5-1 na última jogada do encontro, aproveitando um livre estudado de forma magistral (39 m). A equipa de André Lima, em notório crescendo de forma, mantém-se, assim, no topo da classificação. Arbitragem muito má, especialmente após o intervalo.

Ficha do Jogo:

24ª Jornada do Campeonato FutSagres 2008/09

Pavilhão Nº2, no Complexo da Luz

Árbitros: Luís Ribeiro (AF Lisboa) e Armando Carriço (AF Ponta Delgada)

SL BENFICA: Bebé; Pedro Costa, Gonçalo Alves, Pedrinho e Arnaldo Pereira.
Jogaram ainda: Ricardinho e Zé Maria.
Treinador: André Lima.

FC ALPENDORADA: Alex; Camarão, Côco, Lipa e Emerson.
Jogaram ainda: Nandinho, Vítor Amorim e Edivaldo.
Treinador: José Vasconcelos.

Disciplina: Amarelos a Gonçalo Alves. Edivaldo, Camarão, Alex e Nandinho.

Golos: 1-0, Pedrinho (1 m); 1-1, Emerson (9 m); 2-1, Ricardinho (11 m); 3-1, Arnaldo (38 m); 4-1, Ricardinho (38 m); 5-1, Arnaldo (39 m).

Etiquetas:




Sexta-feira, Abril 17, 2009

Bitaites #48

"As arbitragens não podem ser usadas como uma espécie de cortina de fumo para esconder os nossos próprios problemas. Um pouco mais de noção do ridículo, um pouco mais de competência!"

Pedro Ribeiro, Director da Rádio Comercial

Fica tudo dito, não fica?

Etiquetas:




Quinta-feira, Abril 16, 2009

E Soluções?

A mim parece-me que o Benfica está sem soluções a curto-médio prazo. A Direcção actual, para além de incompetente e de sonegar quase todos os valores centenários do Sport Lisboa e Benfica, está completamente agarrada ao poder, numa espécie de auto-destruição irreversível. Infelizmente para o clube, tem um máquina propagandista que, à primeira vista, é quase impossível de bater. A oposição visível é medíocre, e não tem qualquer solução e figura credíveis. Depois, o descontentamento dos sócios já está tão enraizado que não consegue produzir uma vaga de fundo de inconformismo sustentado.

O Benfica está numa encruzilhada bem mais preocupante que no mandato de Vale e Azevedo. É que nesse tempo não havia dinheiro mas havia vergonha pelo estado calamitoso do clube. Foi por isso que as massas se revoltaram, e tiraram o tirano do poleiro. Os papéis inverteram-se, e é esse o cerne do problema. Neste momento, os ciclos de esperança vão-se refundindo uns atrás dos outros, sem perspectivas de uma mudança para melhor. O Sport Lisboa e Benfica, fundado em 1904, está prestes a extinguir-se como colosso nacional, europeu já não o é há décadas, dando lugar ao Benfiquinha das ilusões, das lamúrias com o exterior e dos terceiros lugares. Nunca, na sua história, o clube esteve neste impasse.



Segunda-feira, Abril 13, 2009

O Projecto Vieira Falhou!

Não critico quem, nas últimas eleições, decidiu dar mais um mandato à Direcção liderada por Luís Filipe Vieira. Situação normal e justa, diga-se. Afinal de contas, o triénio anterior foi bastante positivo, com a credibilidade do clube a subir em flecha, resultados desportivos aceitáveis e um plano económico-estrutural de alto nível. O trabalho realizado foi devidamente reconhecido nas urnas, como deve ser, mesmo que alguns consócios já suspeitassem do caminho trilhado. Nada de sustentável poderia fazer adivinhar o desastroso momento actual do Benfica. Sendo assim, e quando o Futebol Profissional volta a envergonhar 105 anos de história encarnada, qual o balanço que poderemos retirar deste mandato?

O Benfica esbanjou uns assustadores 100 milhões de euros em reforços, trocou de treinador em todas as temporadas e a equipa nunca conseguiu ficar, sequer, nos dois primeiros lugares da Liga. O saldo de títulos é o mesmo do Vitória Setúbal. É dramático! É trágico! É, portanto, a pior gestão desportiva da história. Impensável, sequer, pensar que há o mínimo de condições para o líder se manter no clube. Sinceramente, pensei que hoje haveriam novidades nesta matéria. Dignidade e carácter é a imagem de marca que queremos dos líderes e, infelizmente, esta Direcção continua a esquecer-se disso. Se o projecto falhou por completo, como já se provou, o que esperam para uma demissão em bloco? Não se assumem as responsabilidades? Não poderei dizer que estou surpreendido, no entanto. Basta sabermos como 2007/08 foi completamente branqueado.