Crónica 3ª Jornada - Sobreviver à Loucura de Paços!

Uma grande noite de futebol, disso ninguém tem dúvidas. Quanto a mim, o Paços Ferreira 3-4 Benfica é o melhor jogo da Liga Sagres 2008/09, até ao momento. Sete golos – e alguns deles fantásticos –, excelentes jogadas de futebol, e emoção até ao último minuto. O único ponto negativo da partida está, obviamente, no facto do Benfica ter encaixado 3 golos de uma equipa potencialmente fraca. Ainda assim, é uma primeira vitória tão importante quanto saborosa. Um triunfo fundamental quando já se perspectiva a recepção na Luz ao surpreendente líder invicto Sporting. Em Paços de Ferreira, no entanto, algo de verdadeiramente preocupante voltou a acontecer: a intranquilidade e, porventura, infantilidade da defesa encarnada. Haverá atenuantes, está claro, e elas estarão na utilização de uma dupla de centrais com 19 anos. Mas se analisarmos a exibição individual de Sidnei e Miguel Vítor não encontramos nada de substancialmente criticável. O que se passa, então?
O problema essencial está, ou melhor, tem estado, no problemático comportamento de Quim, pós-frangalhada no Portugal 2-3 Dinamarca. Não entro na lunática crítica ao talento deste excelente guarda-redes, e nunca o faço a atletas consagrados, porque acredito que isto seja uma fase ultrapassável. Ou assim espero, para o bem de Quim e da própria equipa. Trabalho psicológico precisa-se! O próprio Jorge Ribeiro não está isento de culpas no 3º golo do Paços, mas a sua desastrosa performance defensiva depressa fica esquecida tendo em conta a excepcional beleza do golo apontado. Que golo incrível! Colocando de parte a minha opinião pessoal sobre o carácter e profissionalismo do novo lateral-esquerdo do Benfica, que é péssima, estou mais inclinado para a sua colocação como médio. Defensivamente consegue ser pior que Maxi Pereira, que até foi autor de um golo muito importante. Quanto a mim, Léo continua a ser dono da posição.
O problema essencial está, ou melhor, tem estado, no problemático comportamento de Quim, pós-frangalhada no Portugal 2-3 Dinamarca. Não entro na lunática crítica ao talento deste excelente guarda-redes, e nunca o faço a atletas consagrados, porque acredito que isto seja uma fase ultrapassável. Ou assim espero, para o bem de Quim e da própria equipa. Trabalho psicológico precisa-se! O próprio Jorge Ribeiro não está isento de culpas no 3º golo do Paços, mas a sua desastrosa performance defensiva depressa fica esquecida tendo em conta a excepcional beleza do golo apontado. Que golo incrível! Colocando de parte a minha opinião pessoal sobre o carácter e profissionalismo do novo lateral-esquerdo do Benfica, que é péssima, estou mais inclinado para a sua colocação como médio. Defensivamente consegue ser pior que Maxi Pereira, que até foi autor de um golo muito importante. Quanto a mim, Léo continua a ser dono da posição.

Pela primeira vez estou algo apreensivo em relação a Quique Flores e não entendam as minhas palavras como uma crítica à constituição da equipa, até porque é correctíssimo fazer uma inteligente rotação do plantel. Apesar de vários erros defensivos individuais, e aí o espanhol tem pouca responsabilidade, o timing das substituições causou-me alguma perplexidade. Quique só mudou alguma coisa aos 68 minutos (!), sendo a entrada de Pablo Aimar algo discutível, e já quando o Benfica tinha perdido o meio-campo e o controlo do jogo há, pelo menos, 15 minutos. Carlos Martins, autor de uma primeira parte excepcional, esteve meia hora inferiorizado por pancada e talvez fosse por aí que se deveria ter mexido. Conjecturas, claro. Concluindo: substituições absurdamente tardias e a não resultarem, de todo. Um atrapalhado Benfica acabou por ter alguma felicidade na parte final da partida, com vários falhanços pacenses escandalosos e uma grande defesa de Quim a evitarem um embaraçoso empate a 4.
Tecnicamente exemplar, a arbitragem de Bruno Paixão foi indevidamente tolerante a contactos muito duros no início da partida e foi perdendo o controlo ao longo da partida. A entrada bárbara de Maxi Pereira, logo no início, não é tolerável em lado nenhum, enquanto que Paulo Sousa e Nuno Gomes andaram pegados o jogo inteiro. O destaque individual volta a estar no todo-terreno Yebda, que consegue aliar um exuberante poder físico a uma interessante capacidade técnica, mas também num majestoso José António Reyes e nuns surpreendentes Rúben Amorim e, claro, Nuno Gomes. Se do ex-Belenenses a surpresa pelo excelente jogo a falso extremo-direito é total, quanto ao capitão é o regresso aos grandes jogos. Um #21 sempre presente, defensiva e ofensivamente, e com um golo simplesmente fantástico a juntar às contas. É este o Nuno Gomes que os adeptos benfiquistas querem ver de águia ao peito. Com este Nuno Gomes, a crítica não terá qualquer hipótese. O problema é que ele só aparece quando o rei faz anos...
Tecnicamente exemplar, a arbitragem de Bruno Paixão foi indevidamente tolerante a contactos muito duros no início da partida e foi perdendo o controlo ao longo da partida. A entrada bárbara de Maxi Pereira, logo no início, não é tolerável em lado nenhum, enquanto que Paulo Sousa e Nuno Gomes andaram pegados o jogo inteiro. O destaque individual volta a estar no todo-terreno Yebda, que consegue aliar um exuberante poder físico a uma interessante capacidade técnica, mas também num majestoso José António Reyes e nuns surpreendentes Rúben Amorim e, claro, Nuno Gomes. Se do ex-Belenenses a surpresa pelo excelente jogo a falso extremo-direito é total, quanto ao capitão é o regresso aos grandes jogos. Um #21 sempre presente, defensiva e ofensivamente, e com um golo simplesmente fantástico a juntar às contas. É este o Nuno Gomes que os adeptos benfiquistas querem ver de águia ao peito. Com este Nuno Gomes, a crítica não terá qualquer hipótese. O problema é que ele só aparece quando o rei faz anos...

NDR: Futsal Benfica em peso no apoio ao Futebol, excepção feita à muita malta presente na Selecção que está prestes a embarcar para o Brasil. É bonito. E fica bem.
Download do resumo, aqui. Mais um excelente trabalho do g-dji.
Download do resumo, aqui. Mais um excelente trabalho do g-dji.
Ficha do Jogo:
3ª Jornada da Liga Sagres 2008/09
Estádio da Mata Real, em Paços de Ferreira
Árbitro: Bruno Paixão (AF Setúbal)
FC PAÇOS DE FERREIRA: Bruno Conceição; Ricardo, Ozéia, Tiago Valente (Rui Miguel, ao int.) e Chico Silva; Filipe Anunciação (Cristiano, 70 m), Paulo Sousa, Pedrinha e William; Edson (Filipe Gonçalves (79 m) e Leandro Tatu.
SL BENFICA: Quim; Maxi Pereira, Miguel Vítor, Sidnei e Jorge Ribeiro; Carlos Martins, Hassan Yebda, Rúben Amorim (Javier Balboa, 77 m) e José Antonio Reyes (Di María, 88 m); Nuno Gomes (Pablo Aimar, 68 m) e Óscar Cardozo.
Disciplina: Amarelos a Maxi Pereira (27 m), Tiago Valente (42 m), Filipe Anunciação (54 m), Nuno Gomes (57 m), Rui Miguel (62 m), Leandro Tatu (90+1 m) e Quim (90+4 m).
Golos: 0-1, Nuno Gomes (6 m); 1-1, Ozéia (13 m); 1-2, Maxi Pereira (31 m); 1-3, Cardozo (44 m, de g.p.); 2-3, Rui Miguel (63 m); 2-4, Jorge Ribeiro (76 m); 3-4, William (85 m).
#Fotos: Reuters



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